APPE declara apoio à greve dos advogados União
A Associação Piauiense de Procuradores dos Estados (APPE) está apoiando os advogados públicos da União em greve desde o dia 17 de fevereiro. Na manhã do dia 27 de fevereiro, a presente da APPE, Dra. Keila Martins esteve presente em um ato de apoio à categoria promovido pela OAB-PI, a partir de orientação do Conselho Federal da OAB, na sede da entidade. Durante o evento, a OAB-PI, a APPE e outras entidades jurídicas externaram sua solidariedade aos colegas de profissão e declaram apoio ao movimento grevista, que luta pelo cumprimento de acordo com o governo federal, no que tange a reajustes salariais. “Temos que declarar o nosso apoio aos advogados da União que desempenham a mesma atividade que nós procuradores do Estado. Esta atitude é um ato para fortalecer a luta deles que também é nossa. Temos que nos unir em nome de nossa classe”, explicou Dra. Keila Martins, presidente da APPE. O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, encaminhou ofício aos presidentes das 27 Seccionais da entidade nos Estados solicitando cooperação na realização do Dia Nacional de Apoio ao Movimento Grevista dos Advogados Públicos Federais. Os atos públicos foram realizados nacionalmente no dia 27 de fevereiro, com a participação conjunta de diversas entidades sob a organização do Conselho Federal da OAB. A greve dos advogados públicos da União foi iniciada após o anúncio do ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, de que os reajustes salariais seriam suspensos devido ao fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Cerca de seis mil advogados públicos reivindicam o reajuste salarial previsto no acordo assinado com o governo federal no dia 1º de novembro de 2007. Os advogados da União, assim como os Procuradores do Estado, têm como função zelar pelos princípios legais que devem reger a administração pública, submetendo-a aos ditames da lei e construindo contenções para que o ente público jamais ultrapasse as barreiras da moralidade e do compromisso com a coisa pública, atuando com independência técnica necessária ao exercício de todas as formas de defesa.
